Marcadores:
2008,
Comédia,
Eu recomendo
Postado por
Unknown
quinta-feira, 14 de julho de 2016
Mateus, o Balconista
2008
Mateus trabalha numa vídeo locadora atendendo os mais diversos tipos de clientes e neste cenário que se desenrola essa história das mais curiosas. Dentre esses clientes veremos aquele que só aluga lançamentos, além daquele que se diz cinéfilo e muito mais.
Ao longo das 4 temporadas, Mateus, vivido pelo ator Mateus Solano, tem todos os seus diálogos voltados ao conteúdo que engloba o cenário de cinema. Como admirador do cineasta Quentin Tarantino, ele tenta demonstrar a todo custo sua admiração e respeito por esse diretor, alem de interagir com outros clientes com gostos dos mais diversos, provocando situações das mais inusitadas com essa situação.
Trailer
A ideia inicial era ser uma espécie de serie num formato disponibilizado para dispositivos moveis, ou seja, assistir a série por celular. Com a intenção de alcançar um público maior, os idealizadores publicam os vídeos também no youtube gerando um reconhecimento muito maior. Essa estratégia foi de grande valia já que o sucesso através deste meio foi muito grande na época tornando possível o sonho de tornar este material um longa metragem. Surgia assim vida de balconista, que a principio também foi para o celular mas logo ficou também conhecido e divulgado de forma a ultrapassar esta mídia.
Mateus, o balconista foi uma série brasileira que pode não ter sido um sucesso a nível nacional mas aqueles que a assistiram ficaram para sempre na memória todas as diferentes situações pelo qual o personagem principal tinha que passar e os mais complicados clientes que esta vídeo locadora possuía.
Para o pessoal da década de 90 é de certa forma uma dose de nostalgia pois sabemos que hoje em dia já quase não existem mais locadoras nos tempos de hoje. Lembrar da época que passávamos horas de pé olhando as dezenas de estantes repletas de filmes divididos por gêneros e sem saber o que escolher graças a tamanha variedade. Sempre observamos pela ótica do cliente mas a série trazia ao espectador a possibilidade de termos a visão daquele que lida com esses clientes. Daquele que precisa de certa forma saber tudo já que muitas das vezes ele precisa ter resposta pra todas as perguntas que lhe fazem. Conhecer todos os filmes, saber recomendar o filme certo pra pessoa certa. Tarefa das mais complicadas pelo fato de ter que agradar e acertar em cheio o gosto de todos.
Além de série pouco tempo depois os mesmos diretores lançaram um longa metragem chamado Vida de balconista com o mesmo elenco da série como se fossem mais episódios. Apesar de não trazer nada de muito diferente do formato da série, vale a pena assistir um pouco mais do cotidiano do balconista.
Aos interessados, é muito fácil encontrar todos os episódios no próprio YouTube além do filme completo também. Mateus, o Balconista serve como um bom entretenimento em todos os sentidos tanto para os amantes de cinema, como para toda família sem restrições. Recomendação máxima e nostálgicas mais uma vez aos que viveram essa época tão marcante.
Muitos anos se
passaram desde a última viagem da família Griswold. Agora adulto, o filho Rusty
tem a brilhante ideia de levar sua esposa e filhos para conhecer o famoso
parque Walley World. Local onde, quando ainda jovem visitou junto de sua
família passando pelas mais loucas aventuras tornando essa viagem inesquecível.
Sua intenção é fazer com que sua família hoje saia da monotonia e viva uma
grande aventura como a que ele viveu ao lado de seus pais. Pegar um carro e
viajar todo o país seria algo não tão preocupante para o espectador se o mesmo
talvez não conhecesse os filmes antigos, pois este nada mais é do que uma
continuação sendo que farão basicamente as mesmas coisas que do primeiro desta
série de filmes.
Trailer
Com roteiro e
direção da dupla Jonathan Goldstein e John Francis Daley, este filme une atores
da nova geração (se assim podemos chamar) de comediantes no cinema como o Ed
Helms (Se beber não case) com atores antigos como o famoso Chevy Chase
revivendo mais uma vez seu papel de Clark Griswold. A missão
do filme era basicamente homenagear a versão original levando a nova família ao
mesmo parque da antiga. O mesmo objetivo final porém passando por situações não
tão parecidas. A participação de atores de renome dá a impressão de prestigio a
essa viagem onde vemos vários momentos de certa forma constrangedores para
certo público. Seria só mais um remake ou realmente os roteiristas ousaram e
criaram algo de novo a saga? (se compararmos aos filmes anteriores como
sequencia direta).
Opinião
A partir deste ponto poderá conter spoilers.
Não quero parecer preconceituoso ou estar
generalizando mas vamos a receita: Numa panela colocamos fezes, vomito, orgia,
imagens de pênis, situações absurdamente idiotas e sem sentido. Mistura-se sem
qualquer tempero e dentro de pouco mais de uma hora e meia temos as comedias
dos dias de hoje. Será que os filmes de hoje vão se resumir a somente isso? A que
ponto? Em que momento o cinema realmente se desviou a tal ponto de tornar impossível
uma família se sentar para assistir esse tipo de filme juntos sem estarem numa situação
constrangedora.
Não precisa pensar. Não precisa nem mesmo assistir
por muito tempo. As cenas totalmente sem sentido e desconectadas uma das
outras. Poderia retirar a maioria delas e o filme não mudaria em nada. Você
assiste o inicio, sai para esfriar um pouco a cabeça, dar uma volta, esquecer o
que viu e então depois de uma hora volta se senta e aguenta mais um pouco até
tudo terminar.
As cenas que fazem homenagem ao filme anterior
poderiam até mesmo arrancar um pouco de um pequeno sorriso do seu rosto mas os
tempos são outros. Tudo mudou. Não há como achar graça de certas cenas que só
querem expor um pouco mais do que se tornou de certa forma uma grande parcela
da sociedade que em sua mente limitada e voltada apenas para futilidades e piadas
que envolvem sexo, drogas, fezes não necessariamente nesta ordem, ou tudo ao
mesmo tempo na mesma cena. Seja lá como for, a decepção por assistir a um filme
como esse é tamanha. Aqui vale uma menção a um outro filme com paralelos a esta
mesma formula de comedia. A espia que sabia de menos é talvez o filme que mais
se aproxima deste sentimento de desgosto produzido por esta obra. Todos os
elementos de um também estão no outro. Marca registrada das comedias de hoje.
Chevy Chase devia estar precisando de dinheiro para
voltar neste filme. Participar das gravações já deve ter sido um exercício de paciência.
Será que no fundo de sua alma, em algum momento este ator que protagonizou o
filme original, não se pegou pensando na diferença entre esse novo e o antigo?
Não há como comparar.
Depois de tanta sujeira fica a pergunta. Seria possível
tirar algo de bom no meio disso tudo? Uma tarefa difícil porem não impossível
lembrando que apesar de tudo, uma mensagem, uma lição precisa ser tirada de
tudo que vemos. O que há de bom nesse filme ruim? Qual a mensagem que está
entulhada neste produto vergonhoso?
Aos que conseguiram ir até o final do filme e não desistiram,
se depararam com algo não tão engraçado e que parecia nem mesmo fazer parte do
mesmo universo que vimos antes. Após a família perder tudo, eles pegam carona
com uma caminhoneiro pedófilo e assim são levados até uma cidade mais próxima de
sua casa. Por coincidência ou não, estão agora em frente a hospedaria de seu
velho pai, o Senhor Griswold. Depois de tudo que passaram, eles tem uma pequena
conversa na cozinha e os idosos abrem seus olhos para ver que nem sempre as
coisas são o que parecem ser. Que os casais por mais que pareçam felizes muitas
vezes não são. O motivo da viagem se bem lembrarmos e voltarmos ao inicio do
filme, foi a mulher de Rusty perceber que a rotina tomou conta de seu casamento
e todo ano é sempre a mesma coisa. O mesmo lugar, a mesma cabana nas férias. Assim
nasceu o desejo de voltar aquele parque da sua infância. Ele estava preocupado
com seu casamento, com sua esposa e filhos. Talvez uma ideia idiota de sair de
carro e ir para o parque mas foi uma tentativa de mudança.
Este é o ponto em que vemos que a mulher tem uma
conversa com o marido e após revelar que o livro que possuía se tratava de auto
ajuda para casais, ela joga fora e tem um momento bom entre eles a partir deste
ponto. Nem tudo esta perdido. De que adianta ter todo o dinheiro do mundo,
fazer as viagens mais desejadas por todos, se no fundo o sentimento entre essas
pessoas não é tão sincero e não há um verdadeiro desejo de ficar junto desse alguém.
A decisão de Rusty como piloto de ficar na companhia menor se revela decisão sua
para ficar mais próximo dos seus. Quantos hoje em dia colocariam na balança a
carreira e as pessoas que gostam? A maioria está disposta a investir somente na
carreira. Quantos casais hoje não vivem em cidades, estados, países, separados
por quilômetros de distancia? Dizem estar juntos até mesmo casados mas não se
veem mais e não tem tempo mas para o outro. Casamento moderno é o que dizem.
Pode soar conservador mas não faz sentido estar junto de alguém e separado ao mesmo
tempo. Seria possível você aliar sua vida profissional com sua vida
sentimental. Deixar com que a rotina não faça parte da sua relação e buscar
sempre o bem estar de quem está contigo.
Se encontrar a pessoa que esteja disposta a ir com
você a mesma cabana todos os anos, não estrague tudo com um carro da Albania.
Não estrague tudo impondo um desejo seu sobre a vida dos outros. Se tivesse
ouvido mais talvez tivesse ido a Paris muito antes de tudo isso acontecer e assim
o final poderia ser outro.
Claro que no final o filme estraga tudo parando a
montanha russa o que não tem graça nenhuma e vemos um desfecho sem propósito e
sem qualquer motivo de acontecer. De qualquer forma vamos torcer para que não façam
Férias frustradas de Natal de novo.
Que conheçam mais e mais filmes e que estes
sirvam para construir o caráter de cada um.
Até a próxima e vejam filmes e tirem mensagens
deles. Todo filme tem uma história. O que você aprendeu com este filme?
Conteúdo extra:
Comentário dos atores
Por trás das
cenas
*veremos quem são os culpados
Cenas
deletadas
*deve estar curioso porque foram deletadas....
poderia ficar pior?
A história se
passa num futuro distópico onde a sociedade é governada por um sistema opressor
que ao passar dos anos doutrinou os cidadãos a viverem se alimentando através
da mídia televisiva e punindo a todos que possuíssem um livro. Por ordem do
Estado Maior, todos os livros deveriam ser queimados, ou seja, extintos da face
da terra. As autoridades responsáveis pela queima desses livros são os
denominados “bombeiros”. Agentes que percorrem as ruas da fria cidade em busca
dos infratores que escondem esses livros em suas casas. Através de denuncias
anônimas, esses que escondem livros são punidos com a destruição de seus
pertences literários além de serem levados para uma correção disciplinar.
Em meio a este
cenário está o personagem principal Guy Montag, bombeiro que tem uma vida como
de qualquer outro sendo um empregado exemplar em suas funções, casado com uma
esposa de aparência de destaque para os padrões da época alem de seguir os
padrões da sociedade em que vive sem esboçar qualquer reação contraria as leis
ditadas pelo Estado. Seu estilo de vida sofre alterações quando em dado momento
ele se depara com uma vizinha que vê nele uma pessoa diferente da maioria e o
aborda diversas vezes enquanto ele esta no caminho para o trabalho. Ela o
interroga sobre sua vida e o porquê de sua atitude em relação ao oficio dos
bombeiros desta época. Esses encontros servem como estopim para a mudança de
Montag, pois o mesmo decide ler um dos livros antes de queima-lo. Percebe então
que há algo de muito importante e precioso nas paginas destes livros. Não
consegue entender o porquê de toda a sociedade concordar com a destruição dos
mesmos. Assim começa sua jornada de descobertas e desafios em prol de seu maior
entendimento em relação a sua própria vida e do sentimento pela leitura que
acaba de adquirir.
Após se rebelar contra a tirania e consequentemente
contra a própria instituição que trabalha, Montag agora luta para sobreviver a
este grande cerco que o aflige tentando de todas as formas levar consigo o
exemplar de um livro tão perseguido e odiado naquele momento.
Opinião
A partir deste ponto poderá conter spoilers.
Por incrível que pareça mesmo naquela época, os
trailers já eram capazes de revelar tudo de um filme não sendo um problema só
dos tempos de hoje. Fahrenheit 451 tem um trailer que mostrava bastantes cenas
importantes desta obra cinematográfica, mas dando mais ênfase a um romance que
pode se dizer que pouco foi explorado na verdade. A produtora parecia preocupada
em garantir a boa receptividade do público através dos nomes dos atores
envolvidos. Destaque realmente para Oskar Werner como Guy Montag e
principalmente para Julie Christie interpretando dois papéis como Linda e
Clarisse.
Em dado momento do filme, Montag
chega a sua casa e encontra sua esposa com três amigas de frente para a tela em
sua parede da sala numa alusão a uma grande TV. Cansado de ver essas mulheres
escravas da mídia presas a programas de TV que não edificam em nada, não
possuem conteúdo algum e parecem apenas massagear o ego dos telespectadores, o
bombeiro recém-chegado resolve tomar uma atitude.
Montag numa atitude impensada
resolve pegar um livro e decide ler para essas mulheres. Desliga a tela e
começa a recitar versos de uma espécie de poema diante de ouvintes perplexos
que ficam sem reações aparentes com exceção de uma delas que sem mais nem menos
se desata a chorar.
O que fez Montag tomar essa
decisão? O que teria levado esta mulher aos prantos? Qual foi a reação das
outras mulheres?
Sua esposa Linda ( esse é o nome
dela na trama ) desde o inicio vinha demonstrando sua dependência pelas telas
pois se prestarmos atenção veremos que ela passa o tempo todo diante delas,
seja na sala ou no quarto. Onde quer que fosse parecia ter a programação sendo
jogada diante deles. Montag a principio parecia não se importar tanto com isso.
Interessante notar que quando ele chegava do trabalho, lia tiras numa espécie
de jornal, mas o mesmo possuía imagens e não textos deixando clara a intenção
de que nesta sociedade não há leitura de textos.
Após seu despertar através dos
livros, Montag agora via as coisas de forma diferente e não pode se conter em
relação ao que acontecia em sua casa. Foi aí que ocorreu o momento da leitura
para as mulheres. Aquelas palavras do livro entraram bem no interior daquela
mulher. De alguma forma aquilo surtiu efeito e mexeu com ela. Ela se
identificou e sentiu algo que não sentia a muito tempo.
A programação da TV impedia as pessoas de raciocinar livremente. De
criticar, tirar suas próprias conclusões, imaginar algo de si mesmas. Com isso
naquele momento ela não pode se conter e percebeu a realidade a seu redor que
tanto a sociedade tenta encobrir queimando os livros. Os livros trazem os
sentimentos a tona. Essa foi a reação das mulheres. Foram embora deixando o
bombeiro e seu livro a sós. Linda diz que ele não devia ter feito isso. Que
elas não querem sofrer e que os livros só fazem as pessoas se sentirem mal. Este
é basicamente o mesmo discurso de seu capitão quando dava lições a ele
mostrando a importância de queimar todos os livros e de como eles despertam
sentimentos nas pessoas.
Este filme é baseado num livro
também muito conhecido e de mesmo nome. Algo que não foi falado no filme mas é
de vital importância para nós, se refere a um dialogo entre Montag e seu colega
de trabalho onde ele conta a história de quando tudo começou.
Na verdade o
próprio ser humano decidiu se desfazer destas obras. Num passado não tão longe,
teve inicio a pratica de limitar a escrita e consequentemente cada vez menos as
pessoas se interessavam em ler textos muito grandes. Com o tempo muitas obras
eram resumidas cada vez mais até o ponto que ninguém mais se importava em
perder tempo lendo. Todos queriam a facilidade, a comodidade de ter tudo diante
dos seus olhos. Por que não trocar uma leitura demorada em algum artigo por uma
simples pesquisa num site com vídeos explicativos. Um vídeo de 5 minutos pode
substituir todo esse trabalho e assim foi extinta a pratica de leitura.
A questão é... Seria este filme,
através das palavras do livro não estaria de certa forma profetizando o que já
vem ocorrendo há muito tempo pelo mundo? Cada vez mais o interesse por vídeos rápidos
e por vezes sem conteúdo tem aumentado. Textos mais longos em publicações e
sites dos mais variados têm sido deixados de lado. Se você recebe pelo facebook
ou quaisquer outras redes sociais, um grande texto seja qual for a informação
contida nele, não pensaria você em passar direto sem ler? Quem sabe o que irá
acontecer daqui a alguns anos se continuarmos assim. Que possamos repensar
nosso modo de viver. O modo como entraremos em contato com o conhecimento daqui
pra frente irá interferir não só nas nossas vidas mas também na sociedade como
um todo.
Que conheçam mais e mais filmes e que estes
sirvam para construir o caráter de cada um.
Até a próxima e vejam filmes e tirem mensagens
deles. Todo filme tem uma história. O que você aprendeu com este filme?
Conteúdo extra:
Discussão com Ray Bradbury (autor
do livro) a respeito do romance Fahrenheit 451
*Infelizmente
sem legenda em português
Cena de abertura.
Interessante o fato de as
informações não virem por escrito. Apenas imagens como o filme sugere desde o
início.